A Câmara dos Deputados desembolsou R$ 9,3 milhões em horas extras para 13 servidores concursados em altos postos da Casa desde 2016. O valor foi calculado com base em dados públicos da própria Câmara, que disponibiliza as informações sobre os contracheques dos servidores em seu site.
O levantamento mostrou que os servidores receberam valores elevados em horas extras, muitas vezes acima de R$ 20 mil ou R$ 30 mil mensais. Isso é possível porque os servidores podem trabalhar até o limite de horas extras permitidas durante a semana e ainda dar expediente aos fins de semana e feriados.
O maior valor foi recebido pelo advogado-adjunto da Casa, Daniel Borges de Moraes: R$ 1.062.774,22. Em 2025, foram R$ 174,6 mil em horas extras. O segundo maior recebedor de recursos nesse período foi o atual diretor-geral da Câmara, Guilherme Barbosa Brandão, com R$ 823,9 mil recebidos desde 2016.
O grupo inclui ainda Mauro Limeira Mena Barreto (R$ 1,29 milhão), Hudson Gomes de Paula (R$ 1,23 milhão), Raimundo José de Carvalho (R$ 1,23 milhão), Paul Pierre Deeter (R$ 1,19 milhão) e Sebastião Neiva Filho (R$ 1,18 milhão). A Câmara dos Deputados disse que os servidores mencionados recebem horas extras em função de 'jornada semanal extenuante, ordinariamente superior a 40 horas' e que a frequência dos servadores tem 'registro obrigatório em sistema eletrônico biométrico, tanto durante os dias úteis quanto aos fins de semana'.






