Durante uma sessão na Câmara Municipal nesta quinta-feira (17), o vereador Maicon Nogueira manifestou a necessidade de realizar um concurso público para aumentar o número de funcionários da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito). O parlamentar também solicitou o retorno de membros da GCM (Guarda Civil Metropolitana) às suas atividades principais.
Nogueira destacou que, atualmente, cerca de 70 integrantes da guarda metropolitana estão cedidos para atuar na fiscalização de trânsito. Ele argumentou que a demanda por efetivo deve ser atendida por meio de um processo seletivo voltado especificamente para a área de transporte. O vereador questionou a prática de utilizar profissionais de segurança para suprir necessidades na gestão do tráfego urbano, afirmando: “Não tem previsão de concurso para fiscal de trânsito porque estão tirando homens da GCM”.
O vereador enfatizou a importância de realizar um concurso público para valorizar aqueles que se dedicam a passar pelo processo seletivo. Para ele, a entrada de novos agentes, focados exclusivamente no trânsito, irá fortalecer a prestação de serviços à população. Nogueira acredita que essa medida ajudaria a estruturar melhor a Agetran e a valorizar os novos servidores, evitando que funcionários de segurança sejam deslocados de suas funções originais para cobrir lacunas de planejamento.
Além disso, o vereador expressou seu respeito pelos trabalhadores que atualmente exercem atividades de fiscalização, mas criticou a forma como a falta de pessoal está sendo gerenciada. Ele também levantou preocupações sobre a tramitação rápida do projeto em questão, reclamando que os vereadores precisam de mais tempo para avaliar os impactos das propostas antes de tomar decisões. Nogueira pediu um debate mais profundo sobre a estrutura da agência, argumentando: “Precisamos abrir um debate sobre a necessidade de concurso público para a Agetran. Se existe demanda por mais agentes de trânsito, o caminho precisa ser discutido de forma transparente, valorizando os servidores e garantindo que a Guarda possa concentrar seu efetivo na segurança pública.”




