Câmeras de vigilância viram estação de monitoramento de meteoros em Campo Grande

Uma estação de monitoramento de meteoros opera desde o último sábado (24) no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande. O projeto usa três câmeras de vigilância instaladas no muro da casa de um pesquisador para acompanhar o céu noturno. As imagens são divulgadas em um perfil na internet, que recebeu a comparação com um Big Brother da abóbada celeste.

O responsável pelo perfil, Giovanni Rescigno, que atua na área de Tecnologia da Informação (TI), adaptou equipamentos comuns de segurança para funcionar como observatório. Programas transformam as câmeras em instrumentos de observação. As imagens passam por um software livre criado pela Global Meteor Network, rede internacional de observação de meteoros.

O sistema analisa os vídeos quadro a quadro e identifica o que se move como meteoro: um risco rápido e reto que dura poucos segundos. Avião, inseto e satélite são descartados. Durante a noite, as câmeras são calibradas pelas estrelas. O software calcula a direção e a velocidade aparente do meteoro e estima por onde ele passou, entre 100 e 75 km de altitude, faixa em que os meteoros costumam se acender.

Cada alerta chega primeiro por WhatsApp. Em seguida, uma pessoa assiste ao vídeo em câmera lenta e confirma se é meteoro, com apoio de um modelo de inteligência artificial na triagem. Os casos confirmados viram postagem com imagem, vídeo colorido da passagem e mapa do trajeto. Na noite de 26 de outubro, às 21h50, um meteoro cruzou o céu da cidade.

Segundo Giovanni, meteoros caem todas as noites, mas a maioria passa despercebida. O monitoramento funciona das 18h às 6h e o projeto tem parceria com a Exoss.

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