Campo Grande registra aumento na Cesta Básica e ocupa a 8ª posição no Brasil

A pesquisa mensal da Cesta Básica de Alimentos revelou que, em maio de 2026, todos os 27 capitais brasileiras apresentaram aumento nos preços dos alimentos básicos. O estudo é realizado pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em colaboração com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O aumento nos preços é atribuído principalmente a produtos como batata, tomate, feijão e carne bovina.

Em Campo Grande, o custo médio da Cesta Básica alcançou R$ 841,19, refletindo uma variação positiva de 1,73% entre abril e maio. Essa elevação coloca a Capital de Mato Grosso do Sul na oitava posição do ranking nacional, superando cidades como Belo Horizonte, Goiânia, Brasília, Fortaleza e Salvador. A Cesta Básica mais cara do Brasil continua sendo a de São Paulo, com um valor médio de R$ 952,20.

Na comparação com maio de 2025, o aumento acumulado na Cesta Básica Em Campo Grande foi de 6,56%. Nos primeiros cinco meses de 2026, o incremento foi de 8,41%. Dentre os 13 produtos que compõem a cesta, três apresentaram alta nos preços: batata (46,71%), tomate (21,37%) e feijão carioca (8,37%). Por outro lado, dez itens tiveram redução nos preços, incluindo banana (-10,84%) e café em pó (-7,86%).

Os dados indicam que os produtos hortifrutigranjeiros e os grãos continuam a pressionar o orçamento familiar, com destaque para os aumentos significativos no tomate (92,64%), batata (80,15%) e feijão carioca (47,05%). Essa pressão sobre os alimentos básicos tem um impacto considerável na renda dos trabalhadores da capital.

Um trabalhador de Campo Grande que recebe o salário mínimo precisou trabalhar 114 horas e 10 minutos para conseguir comprar a Cesta Básica em maio, um aumento em relação às 112 horas e 13 minutos necessárias em abril. Essa situação resulta em um comprometimento de 56,10% da renda mensal líquida do trabalhador, após descontos da Previdência Social, evidenciando que mais da metade do salário é destinada à compra de alimentos básicos. Esse percentual é superior à média nacional de 52,01%, mostrando a gravidade da situação econômica enfrentada pelas famílias na capital.

Embora o aumento da Cesta Básica Em Campo Grande tenha sido inferior ao de outras capitais em maio, o custo elevado dos alimentos continua a ser uma preocupação para os moradores da cidade, impactando significativamente o planejamento financeiro das famílias.

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