Campo Grande se prepara para ter um sistema de monitoramento de trânsito significativamente expandido. A empresa Serget Mobilidade Viária, de São Paulo, venceu a licitação da Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para operar os radares da cidade e implementar um sistema de vigilância com 85 câmeras, quadruplicando o número atual.
A Serget Mobilidade Viária superou a concorrência com uma proposta de R$ 47,9 milhões, valor inferior aos R$ 50,2 milhões estipulados no edital. A assinatura do contrato está prevista para ocorrer em breve, já que não houve recursos de outras empresas participantes.
Embora sediada em São Paulo, a Serget possui filiais em diversos estados, incluindo Mato Grosso do Sul, com um escritório em Anastácio. A empresa já atua no estado, gerenciando a segurança e sinalização nas rodovias federais BR-262 e BR-419, por meio de contrato com o Ministério dos Transportes com vigência até o próximo ano.
O contrato em Campo Grande prevê que a Serget será responsável pela instalação, monitoramento e manutenção dos equipamentos de registro de infrações, além de fornecer uma plataforma de gestão de dados, central de monitoramento, sistema de análise e inteligência de imagens veiculares, e o sistema de processamento de imagens e infrações de trânsito.
As novas câmeras serão do tipo pan-tilt-zoom (PTZ), permitindo o controle remoto da panorâmica em 360 graus horizontalmente e 180 graus verticalmente, com alta qualidade de imagem e memória RAM de 512 MB e memória flash de 128 MB. O funcionamento será contínuo, 24 horas por dia. Atualmente, 20 câmeras PTZ monitoram pontos estratégicos na cidade, e o novo contrato prevê a instalação de 65 novos equipamentos, além da manutenção ou aprimoramento dos já existentes.
A licitação também abrange a instalação e manutenção de lombadas e radares eletrônicos em mais de 350 faixas de rolamento, bem como a implantação de três radares móveis para monitorar a velocidade.
Antes da escolha da empresa, os equipamentos foram testados em seis pontos da cidade, flagrando diversas infrações, como excesso de velocidade, conversões proibidas e paradas indevidas. Em um dos testes, um motociclista foi flagrado avançando o sinal vermelho e dois veículos cometeram infrações distintas em um curto intervalo de tempo.
Este novo contrato marca o fim da parceria com o Consórcio Cidade Morena, que operava os radares desde 2018, com sete aditivos que totalizaram R$ 54.820.284,75. Apesar do fim formal do contrato em setembro do ano passado, o consórcio continuou aplicando multas, o que gerou uma ação popular pedindo a anulação de aproximadamente 320 mil autuações.





