Campo-Grandenses apoiam discussão sobre fim da maioridade penal e destacam educação familiar

O fim da maioridade penal ganhou espaço no debate político após um pré-candidato à Presidência anunciar a intenção de aumentar penas para infratores menores de idade. Atualmente, a legislação brasileira considera menores de 18 anos como inimputáveis, submetendo-os apenas a medidas socioeducativas.

Moradores do estado de Mato Grosso do Sul, onde o déficit de vagas em prisões supera 8.500, mostram-se divididos entre a necessidade de punição e os limites do sistema penitenciário. Entre eles, o empresário Paulo Cardoso defende que os jovens, por terem maior escolaridade, estariam aptos a compreender as consequências de seus atos e critica a falta de valorização dos valores familiares na atual legislação.

Três mulheres entrevistadas reforçam a ideia de que a redução da maioridade penal seria benéfica. A monitora Conceição Miranda, mãe de dois adolescentes, argumenta que a punição deve existir independentemente da idade, desde que o menor compreenda as diferenças entre certo e errado. Já a lash designer Daiane da Silva questiona a lógica de não prender quem possui capacidade para cometer crimes graves.

Lorayne Cardoso, de 25 anos, é a única a apresentar ressalvas ao debate. Ela concorda com a possibilidade de redução da maioridade penal para 16 anos, mas alerta para os riscos do sistema carcerário, já sobrecarregado, em relação ao desenvolvimento futuro desses jovens ao se tornarem adultos.

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