O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, afirmou que espera a aprovação do relatório final da comissão, que contém as conclusões das investigações sobre desvios no INSS, nesta sexta-feira. A CPMI encerrará seus trabalhos no sábado, após o Supremo Tribunal Federal negar um pedido para prorrogar as atividades por mais 120 dias.
Viana declarou que sua consciência está tranquila, ressaltando que o relatório refletirá os anseios da população. Ele destacou que, independentemente da aprovação, a população, especialmente os aposentados, está ciente do que ocorreu e de quem protegeu os responsáveis pelos desvios. O presidente da CPMI também comentou sobre críticas relacionadas ao vazamento de dados sigilosos, afirmando que não houve informações incorretas provenientes da presidência da comissão.
Além disso, Viana defendeu a necessidade de uma nova legislação sobre as CPMIs, que assegure a capacidade de investigação sem depender de decisões do Supremo. O senador criticou ainda as decisões do tribunal que anularam quebras de sigilo, questionando a seletividade no tratamento das investigações.
Durante a sessão, ministros expressaram preocupações sobre as quebras de sigilo em bloco, apontando que essas ações carecem de fundamentação e podem ser consideradas inconstitucionais. As discussões levantam debates sobre a eficácia e os limites das comissões parlamentares de inquérito.






