O custo da cesta básica em Cuiabá apresentou queda na terceira semana de janeiro de 2026, mas segue acima da faixa dos R$ 800. O valor médio passou de R$ 809,75 para R$ 804,98, uma redução de 0,59% em relação à semana anterior, conforme o boletim semanal divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
Apesar do recuo recente, o levantamento mostra que, no comparativo anual, a cesta básica está 0,59% mais cara do que no mesmo período de 2025, quando o custo médio era de R$ 800,29.

Entre os itens que mais contribuíram para a queda estão o tomate, o óleo de soja e a batata. O tomate teve redução de 4,13% na média semanal e passou a custar cerca de R$ 7,12 o quilo. Mesmo com a baixa, o produto ainda apresenta preço 15,92% mais alto do que no mesmo período do ano passado.
O óleo de soja também registrou queda expressiva, de 3,86%, com valor médio de R$ 8,84 na embalagem de 900 mililitros. No comparativo anual, o preço do item está 0,32% menor. Já a batata apresentou redução de 3,28%, chegando ao custo médio de R$ 4,51 o quilo, embora ainda esteja 4,18% mais cara do que em 2025.
Segundo a análise do IPF, a redução no preço do tomate pode estar relacionada ao início da colheita em algumas lavouras, o que melhora a oferta do produto. No entanto, fatores climáticos têm impactado a qualidade dos tomates disponíveis no varejo, o que também influencia a formação de preços.
No caso do óleo de soja, a queda está associada à boa produção, aos estoques elevados e à menor demanda pelo grão e seus derivados, tanto no mercado interno quanto externo. Já a batata foi beneficiada pela entrada da nova safra, que aumentou a disponibilidade do produto no mercado.
Entre outros itens analisados, o café apresentou queda de 3,27%, enquanto arroz (-1,66%), feijão (-0,87%) e leite (-2,23%) também ficaram mais baratos na semana. Em contrapartida, a carne bovina teve alta de 0,50%, e a banana registrou aumento de 0,65%.
Mesmo com o alívio pontual nos preços, o IPF destaca que a cesta básica permanece em um patamar elevado, o que segue pressionando o orçamento das famílias cuiabanas neste início de ano.






