Chuva Forte Causa Estragos e Alagamentos em Campo Grande no Início de Novembro

Campo Grande enfrenta os primeiros dias de novembro com um cenário de alagamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica, impactando a rotina da população. As chuvas intensas, acompanhadas de ventos que ultrapassaram os 70 km/h, foram responsáveis pelos transtornos.

Nos primeiros cinco dias do mês, a capital registrou 25 mm de chuva, o que corresponde a aproximadamente 15% da média histórica para novembro, estimada em 163,9 mm. Somente na manhã de ontem, foram registrados 23,8 mm de precipitação e ventos de 88,9 km/h, intensificando os problemas.

Na BR-262, altura do anel viário, o acúmulo de água sob o viaduto forçou motoristas a desviarem pelo gramado, resultando no atolamento de pelo menos seis veículos. A falta de escoamento adequado agravou a situação, prendendo carros e caminhonetes.

O trânsito também foi afetado pelo desligamento de semáforos em diversas áreas da região central.

A Defesa Civil do Município informou ter realizado 35 atendimentos, principalmente para desobstrução de vias, com maior demanda nas regiões do Anhanduizinho e Bandeira. A linha de emergência do órgão chegou a ficar temporariamente fora do ar devido às fortes chuvas.

A concessionária de energia, Energisa, reportou danos significativos à rede elétrica, causados por árvores, galhos, placas e telhas lançados sobre a fiação, provocando a queda de postes e o rompimento de cabos. A empresa orienta a população a manter distância de fios soltos.

A Central 156 recebeu cerca de 40 solicitações relacionadas à queda de árvores. A Defesa Civil registrou 50 ocorrências desde domingo. A cidade permanece em alerta laranja devido à previsão de novas tempestades nas próximas 48 horas.

Uma moradora do Jardim das Nações teve sua casa danificada pela queda de uma árvore. Maria Virginia da Rocha, diarista de 64 anos, relatou que buscava ajuda da Prefeitura há três anos para evitar o problema. O pé de Guapuruvu, de aproximadamente 10 metros, destelhou e danificou o imóvel, atingindo principalmente o quarto de sua filha. Felizmente, ninguém da família se feriu.

No interior do estado, Angélica, Ivinhema e Dourados se destacaram pelo alto volume de chuvas acumuladas em 12 horas. Angélica já superou a média histórica para novembro. Em Naviraí, uma tenda que seria utilizada em uma festa foi arrastada pela força do vento. Apesar dos estragos, a Defesa Civil do Estado não registrou atendimentos no interior.

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