Mato Grosso do Sul se prepara para mudanças climáticas significativas devido à formação de um ciclone-bomba na costa argentina. O fenômeno, que deve se intensificar entre quinta-feira (7) e sexta-feira (8), é esperado para gerar ventos que podem alcançar até 100 km/h, além de temporais com precipitação de até 200 mm em várias localidades do estado. A temperatura, que deve cair drasticamente, poderá ficar abaixo dos 7°C em algumas regiões.
De acordo com a MetSul Meteorologia, embora o centro do ciclone esteja distante do Brasil, seus efeitos já são perceptíveis em várias partes do país, incluindo Mato Grosso do Sul. Antes da chegada de uma frente fria, o estado será impactado por uma forte corrente de ventos quentes. Na quinta-feira (7), a previsão indica que ventos do quadrante Norte devem soprar com força, aumentando a sensação de calor e criando condições para tempestades severas.
Na sequência, na sexta-feira (8), a frente fria associada ao ciclone-bomba deve avançar pelo estado, trazendo chuvas intensas e um alto risco de tempestades com ventos fortes. Meteorologistas apontam que rajadas de vento podem ultrapassar os 100 km/h em algumas áreas, acompanhadas de descargas elétricas e potencial queda de granizo. As regiões sul, sudoeste e central de MS devem ser as mais afetadas, mas os impactos podem se estender a outras áreas durante o fim de semana.
Além das chuvas e ventos intensos, o ciclone-bomba também trará uma massa de ar frio de origem continental, resultando em uma queda acentuada nas temperaturas entre sexta-feira e sábado, encerrando o período de calor que predominou nos últimos dias. Em diversas cidades, a sensação de frio deve ser mais intensa, especialmente nas madrugadas e manhãs do final de semana.
A Defesa Civil e órgãos responsáveis pela meteorologia alertam sobre a necessidade de cuidados redobrados devido a possíveis transtornos causados pelos temporais, que podem incluir quedas de árvores, danos na rede elétrica, alagamentos e destelhamentos.
O ciclone-bomba é um sistema de baixa pressão atmosférica que se intensifica rapidamente, caracterizando-se pela queda de pelo menos 24 hectopascais em 24 horas, um fenômeno conhecido como ciclogênese explosiva. Os modelos meteorológicos da MetSul indicam que o sistema deve atingir uma pressão extremamente baixa sobre o Atlântico Sul, gerando ventos intensos sobre o oceano e alterando o clima em grande parte da América do Sul.






