O Bonito CineSur – Festival de Cinema Sul-Americano, em sua terceira edição, encerrou com grande destaque para produções de Mato Grosso do Sul. A mostra competitiva sul-mato-grossense premiou o longa-metragem “Enigmas no Rolê”, de Ulísver Silva, e o curta “Jardim de Pedra – Vida e Morte de Glauce Rocha”, dirigido por Daphyne Schiffer Gonzaga, com o Troféu Pantanal.
Daphyne Schiffer Gonzaga, em sua estreia na direção, conquistou o prêmio de Melhor Filme de MS pelo júri popular com seu curta que resgata a trajetória da atriz Glauce Rocha.
“Enigmas no Rolê”, uma ficção infantojuvenil que narra a história de dois irmãos do interior em busca de um show de rap em Campo Grande, garantiu a Ulísver Silva o Troféu Pantanal de Melhor Filme sul-mato-grossense pelo júri oficial, acompanhado de um prêmio em dinheiro de R$ 7.500. O júri oficial da mostra MS foi composto pelo cineasta Alfredo Manevy, pela curadora Andréa Cals e pelo ator Buda Lira.
O festival, que movimentou Bonito por nove dias, ofereceu uma programação diversificada com exibições de filmes, debates e seminários, reunindo artistas, cineastas e profissionais do audiovisual. Durante o evento, foram exibidos 63 filmes, abrangendo mostras competitivas como a Sul-Americana e a Ambiental, além da mostra sul-mato-grossense.
Para Daniela Rodrigues, moradora de Bonito e participante assídua do festival, o evento representa uma oportunidade de acesso à arte e ao conhecimento, com a presença de diretores e a discussão de temáticas relevantes. Ana Lívia Teixeira, aspirante a atriz, destacou a importância dos cine debates, que permitem a interação direta com os profissionais por trás das produções.
Andréa Freire, coordenadora do Bonito CineSur, ressaltou o compromisso do festival em impulsionar o audiovisual local, com 120 horas de programação. O artista plástico Humberto Espíndola, jurado da Mostra Ambiental, enfatizou o sentimento de pertencimento proporcionado pelo festival, colocando Mato Grosso do Sul no mapa cultural do Brasil.
O longa-metragem “Oro Amargo”, coprodução de Chile, Uruguai e Alemanha dirigida por Juan Olea, foi o grande vencedor da mostra sul-americana, levando o Troféu Pantanal e um prêmio de R$ 20 mil.





