Na terça-feira, 18 de agosto, a Vigilância Sanitária interditou uma clínica terapêutica situada em Glória de Dourados, Mato Grosso do Sul, após constatar que um paciente estava sendo mantido em cárcere privado. A ação fez parte da Operação Cura Terapêutica, realizada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), que investiga irregularidades em serviços de internação financiados pelo Poder Público.
A operação resultou na emissão de 14 mandados de busca e apreensão e no bloqueio patrimonial que ultrapassa R$ 1 milhão. O inquérito policial investiga uma rede criminosa composta por empresas que atuam na internação de dependentes químicos, as quais, embora formalmente distintas, operavam de maneira coordenada para prejudicar os cofres públicos.
Durante a ação, os policiais descobriram que um paciente estava internado contra a sua vontade, em desacordo com a legislação vigente. Por essa razão, os responsáveis pela clínica foram acusados de cárcere privado, uma vez que a internação não seguia os critérios legais estabelecidos.
Além da questão do cárcere privado, a clínica foi interditada por operar sem a licença da Vigilância Sanitária Estadual. As autoridades também encontraram um grande estoque de psicotrópicos, com aproximadamente 2.500 cápsulas e ampolas, que estavam sendo armazenados e ministrados sem a devida autorização, em desacordo com as normas sanitárias vigentes. Esses medicamentos eram destinados a cerca de oito pacientes.
A interdição da clínica e a investigação em curso ressaltam a necessidade de um monitoramento mais rigoroso das instituições que prestam serviços de saúde mental, especialmente aquelas que dependem de recursos públicos. As ações das autoridades visam coibir fraudes e proteger os direitos dos pacientes em situações vulneráveis.





