Comércio reage com temporários, mas esbarra na falta de mão de obra

Campo Grande se prepara para um fim de ano com expectativas de estabilidade no comércio e um otimismo cauteloso em relação à geração de empregos temporários. Pesquisas indicam que a maioria dos empresários locais planeja manter ou até aumentar o número de contratações para o período, apostando em um trimestre aquecido e na sustentação da demanda em 2026.

Um levantamento com 100 empresas de diversos segmentos do varejo aponta que 59% dos empresários manterão o volume de contratações temporárias do ano anterior, enquanto 36% pretendem expandir suas equipes entre novembro e dezembro. Apenas 5% preveem redução no número de vagas. A maioria das empresas planeja abrir até duas vagas temporárias, reforçando o papel dos micro e pequenos negócios na economia local.

A pesquisa também detalha que quase metade das empresas planeja contratar na primeira quinzena de dezembro. Além disso, uma parcela significativa, 88,6%, tem a intenção de efetivar os temporários após o período festivo, sinalizando confiança na continuidade da demanda para o próximo ano.

A expectativa é de que sejam geradas cerca de 1,1 mil oportunidades de trabalho no setor terciário, que engloba comércio e serviços, entre outubro e dezembro, período tradicionalmente aquecido por datas como Black Friday, Natal e Ano-Novo. Praticamente todas as empresas (98%) devem participar de ações promocionais de fim de ano.

Apesar do otimismo, o dia a dia do varejo ainda apresenta desafios. Alguns empresários expressam receio em contratar devido ao ritmo lento das vendas, adotando uma postura de cautela.

Um dos principais obstáculos apontados é a dificuldade em encontrar trabalhadores. Há relatos de que o problema se agravou e tem afetado o funcionamento de algumas lojas. Fatores como preferências das gerações mais jovens e a atratividade das vagas públicas podem estar contribuindo para este cenário.

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