Uma médica residente em Dourados foi detida por engano no Aeroporto Internacional de Campo Grande, no dia 04 de agosto, ao retornar de férias em Salvador. A confusão ocorreu devido à semelhança de nome com outra mulher que está sendo investigada por um crime. A abordagem foi realizada pela Polícia Federal enquanto a médica estava acompanhada pelo marido e pela filha de apenas 6 meses.
Após a detenção, a mulher permaneceu presa por duas noites. Durante esse período, ela tentou explicar o erro, mas foi necessária a intervenção da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul para que a situação fosse esclarecida. Após uma audiência de custódia, a médica foi liberada, mas com a imposição do uso de tornozeleira eletrônica, sendo orientada a buscar ajuda da Defensoria Pública para resolver a questão.
De acordo com informações, a médica passou 19 dias utilizando a tornozeleira. O caso envolve a confusão entre duas mulheres que compartilham o mesmo nome, sendo que a assistida nasceu em 1999 e possui CPF, filiação e outros dados distintos da mulher que realmente está vinculada a processos criminais. Os documentos apresentados mostraram que a médica nunca havia sido citada em ações penais, nem participou de qualquer defesa.
A Defensoria Pública, reconhecendo o erro, protocolou um habeas corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, solicitando a revogação das restrições impostas à médica Ana Paula. A instituição pediu também a retirada da tornozeleira eletrônica e a correção dos registros pertinentes ao processo, visando prevenir futuras confusões que poderiam resultar em novas prisões baseadas na identidade equivocada.





