A realização da COP30 no Pará, prevista para este ano, enfrenta sérias preocupações quanto à segurança pública. Um relatório interno da Polícia Civil do estado, encaminhado ao governador Helder Barbalho, expõe uma “situação alarmante” no interior. O documento revela que alertas sobre a precariedade da estrutura policial, incluindo possíveis violações de direitos humanos, foram ignorados desde 2023, mesmo após diversos ofícios enviados pelo sindicato da categoria ao então delegado-geral.
A situação nas delegacias é descrita como crítica. Viaturas antigas e danificadas se tornaram focos de proliferação de doenças como dengue, leptospirose e chikungunya. Em Novo Progresso, um caso específico cita uma detenta mantida algemada no corredor da carceragem, dividindo espaço com detentos do sexo masculino por uma semana.
O relatório aponta para uma falta de ação em relação às condições de trabalho dos policiais, com a alegação de que “nada até a presente data foi feito para minimizar as condições”. O documento também denuncia atrasos no pagamento de diárias e abonos extras aos agentes.
O governo do Pará foi procurado para comentar a situação, mas não se manifestou até o momento. O espaço permanece aberto para um posicionamento oficial sobre as denúncias apresentadas.
Em meio aos preparativos para a COP30, que visa projetar o Brasil internacionalmente, o vereador Rubinho Nunes criticou o que considera uma exploração nos preços das diárias na região, alertando para o risco de “vergonha global” para o país.
Enquanto isso, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, responsável por viabilizar a infraestrutura para o evento, tem se mantido discreto diante das dificuldades na oferta de leitos e da alta dos preços dos hotéis.





