O Corinthians está avaliando com cautela a proposta de patrocínio máster de R$ 120 milhões apresentada pelo site de acompanhantes Fatal Model. Atualmente, o espaço é ocupado pela Esportes da Sorte, uma casa de apostas que teve suas atividades suspensas após a assinatura da Medida Provisória (MP) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 25 de setembro, que proíbe a operação dessas plataformas no Brasil.
Até a manhã de 28 de setembro, o clube ainda não havia se manifestado sobre a oferta da Fatal Model, demonstrando preocupação em manter uma relação cordial com a Esportes da Sorte. A diretoria do Corinthians e a patrocinadora ainda estão em processo de definição sobre as ações a serem tomadas diante do veto às apostas. Uma possibilidade em discussão é o congelamento do contrato até que o Congresso Nacional tome uma decisão, com um prazo de 120 dias para deliberar sobre o assunto.
Qualquer solução imediata, como um patrocínio temporário durante a vigência da MP, dependerá de um entendimento mútuo entre o Corinthians e a Esportes da Sorte. O vínculo atual entre o clube e a casa de apostas foi renovado em fevereiro, com validade até 2029, e prevê um valor anual de R$ 150 milhões ao Corinthians.
Com uma dívida acumulada de R$ 2,8 bilhões, o Corinthians enfrenta um cenário complicado sem a Esportes da Sorte, que representa mais de 50% da previsão de arrecadação com patrocínios. O clube está com salários de agosto atrasados e possui pendências financeiras com o elenco, incluindo direitos de imagem e bonificações.
A Fatal Model integra o Grupo Atlas, que também é proprietário da Fatal Fans, uma plataforma de conteúdo adulto por assinatura. Este último mantém um contrato de patrocínio com o Corinthians no valor de R$ 22 milhões até 2027. A marca está visível no calção do time masculino, na parte traseira do uniforme do basquete e na barra inferior da camisa do futsal, exceto no uniforme do time feminino. A propriedade comercial é utilizada para ações relacionadas à campanha “Respeita as Mina”, lançada em 2018, que visa combater o machismo e promover a igualdade de gênero.
As negociações entre o Corinthians e a Fatal Fans se prolongaram por semanas e quase foram encerradas por conta de reações negativas de uma parte da torcida. A diretoria do clube convocou uma reunião com líderes do elenco feminino e representantes de coletivos, que demonstraram compreensão sobre a situação. Naquela ocasião, a proposta apresentada era significativamente superior à média do mercado, o que influenciou a decisão.





