A arrecadação federal no Brasil registrou um total de R$ 264,4 bilhões em junho de 2026, apresentando um crescimento real de 7,7% em comparação ao mesmo mês de 2025, já descontada a inflação. No acumulado do primeiro semestre, as receitas federais somaram cerca de R$ 1,587 trilhão, o que representa um avanço real de 6,6% em relação aos seis primeiros meses do ano anterior.
De acordo com os dados da Receita Federal, R$ 255,3 bilhões do total arrecadado em junho são provenientes das receitas que são administradas pela própria Receita. Esse resultado positivo é atribuído a fatores econômicos favoráveis, como a atividade econômica, a massa salarial e o aumento nas importações.
Os principais tributos que contribuíram para o crescimento da arrecadação foram o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que juntos totalizaram R$ 33,2 bilhões em junho, apresentando uma alta real de 20,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Além disso, a arrecadação previdenciária alcançou R$ 64,48 bilhões, com um crescimento real de 4,7% em comparação ao mesmo período de 2025.
A Receita Federal destacou que esse aumento na arrecadação foi favorecido pelo crescimento real da massa salarial e pela reoneração gradual das contribuições patronais, que resultaram na redução da desoneração da folha de pagamento.
Outros fatores que impactaram positivamente os resultados foram os tributos relacionados ao comércio exterior e às aplicações financeiras. A arrecadação associada às importações aumentou em 22,87% em relação ao mesmo mês do ano passado, impulsionada pelo crescimento das atividades de importação. O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), aplicado sobre os rendimentos de capital, também registrou um crescimento real de 12,4%, refletindo o bom desempenho das aplicações financeiras.





