Crianças enfrentam riscos em ponte interditada para ir à escola

Há mais de seis meses, os moradores de mais de 400 chácaras e residências na divisa entre Terenos e Dois Irmãos do Buriti enfrentam grandes dificuldades devido à interdição da ponte do Recanto Nuara. A estrutura de madeira, que já apresentava problemas, piorou após as intensas chuvas do início do ano. A interdição foi determinada pela Prefeitura de Terenos em 4 de fevereiro.

Nesta segunda-feira (17), Alex Chueriy, vice-presidente da Associação de Moradores do Recanto Nuara, expressou sua preocupação com a situação das crianças que precisam atravessar a ponte para ir à escola. “Elas passam uma por uma, todos os dias”, afirmou. Os alunos residem no loteamento Paturi e enfrentam riscos diários ao utilizarem a ponte.

Alex filmou a ponte a partir de um barco, mostrando que o pilar central está entortado, comprometendo a parte da passarela que se rebaixou. A falta de sinalização adequada é outra questão levantada pelo representante da comunidade. “Não tem placa, nenhum aviso. Um caminhão só veio e jogou um monte de areia para ninguém passar”, destacou.

Além disso, Alex relatou um incidente em que um idoso precisou atravessar a ponte em um carro em direção a um hospital. Ele mencionou que o homem passou mal e, possivelmente, teve um infarto. “Passaram pela ponte de carro quando ainda não tinham colocado o aterro na cabeceira. Foi assim que ele conseguiu chegar em Terenos a tempo de ser atendido. A outra alternativa seria dar a volta por Cipolândia, mas daí poderia não ter aguentado”, explicou.

A Agesul (Agência Estadual de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) lançou uma licitação para consertar a ponte, com um valor estimado em R$ 1.302.304,31. No entanto, a última atualização no site do órgão informa que a sessão para apresentação de documentos pelas empresas interessadas foi suspensa. Moradores, liderados por Alex, pedem urgência no processo, já que o período chuvoso deve retornar em outubro, o que pode dificultar as obras.

O andamento do processo licitatório e a previsão para o início e término da obra foram questionados pela reportagem à assessoria de imprensa da Agesul, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

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