Criminosos SE passam por defensores para aplicar golpes em assistidos da DPU

A fraude foi descoberta quando o neto da assistida contatou o defensor público responsável, que confirmou que não havia decisão judicial favorável. O golpe tem sido uma estratégia comum entre criminosos, que utilizam nomes de defensores públicos federais para enganar aqueles que possuem processos em andamento. A DPU ressaltou que todos os seus serviços são gratuitos e que assistidos não devem pagar qualquer valor durante o processo.

Um dos episódios mais recentes ocorreu em Aracaju, onde o nome de um defensor público foi utilizado indevidamente para persuadir uma assistida a realizar uma transferência, acreditando que receberia um valor referente a uma ação legítima do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Embora a ação em questão fosse verdadeira, todas as informações fornecidas pelo golpista eram falsas, com o intuito de aplicar o golpe.

Além de Aracaju, outros casos também foram registrados em Brasília. Em 2025, as fraudes envolvendo nomes de defensores públicos aumentaram nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Os golpistas frequentemente afirmam que os assistidos precisam resolver pendências, como pagamento de taxas e tributos, antes de receber valores que, na verdade, não existem.

A DPU recomenda que, diante de qualquer comunicação suspeita, os assistidos verifiquem a autenticidade das informações utilizando meios de contato convencionais ou se dirigindo a uma unidade da Defensoria. A DPU também alerta que nunca deve haver pagamento por boleto, PIX ou cartão de crédito como condição para a liberação de valores judiciais, que são realizados em bancos credenciados, mediante apresentação de alvará judicial.

A vigilância é fundamental para evitar cair em fraudes. Os assistidos devem estar atentos a detalhes como logomarcas erradas, erros de formatação e de português, que podem indicar que a mensagem recebida é uma tentativa de golpe.

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