Menos de um mês após passar por reparos, a parede de contenção do córrego na Avenida Ernesto Geisel voltou a ceder em Campo Grande. O novo desmoronamento ocorreu no trecho em frente ao Centro de Belas Artes e reacende a preocupação de moradores, comerciantes, pedestres e motoristas que utilizam diariamente uma das vias mais movimentadas da Capital. Parte da estrutura do local desmoronou, provocando instabilidade no asfalto e ampliando os riscos na região.
A situação é considerada recorrente e tem impacto direto na rotina da região. Além de dificultar o ir e vir com segurança, a situação afeta o comércio local e aumenta o risco de acidentes, principalmente em horários de pico, quando o fluxo de veículos é intenso. A parede de contenção havia sido reparada cerca de uma semana após um outro desmoronamento registrado no dia 7 de janeiro, quando parte da estrutura havia caído e o asfalto cedeu significativamente.
O reparo anterior foi realizado de forma controversa, com a substituição da estrutura comprometida. Em vez disso, o material foi recolocado no local e apresentava remendos, rachaduras e pontos visivelmente frágeis. Agora, menos de um mês depois, a estrutura voltou a ceder. Durante a nova vistoria, a equipe identificou fissuras, deslocamentos e trechos com risco iminente de novos desabamentos. O nível do córrego também está acima do normal, o que aumenta a pressão sobre a estrutura e o risco de que o asfalto ceda ainda mais.
Moradores relatam medo de que, com chuvas mais intensas, o problema volte a causar interdições e acidentes, como já ocorreu anteriormente. Diante do cenário, a orientação para quem trafega pela região é de cautela: reduzir a velocidade, redobrar a atenção e evitar o local em caso de chuva forte. O espaço segue aberto para posicionamento da Prefeitura de Campo Grande sobre o novo desmoronamento, os reparos realizados anteriormente e as medidas que serão adotadas para garantir uma solução definitiva para o problema.



