Dias Toffoli pede para sair da relatoria em investigação sobre o Banco Master
Jornal do MS
Dias Toffoli, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu para deixar a relatoria do inquérito que trata das fraudes do Banco Master.
O pedido foi realizado após uma reunião convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para tratar do relatório da investigação da PF (Polícia Federal) que apontou menções ao ministro encontradas em mensagem de celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
Dias Toffoli, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Após o pedido, Fachin deverá fazer redistribuição do caso para outro ministro. Em nota oficial, membros da Corte demonstraram apoio a Toffoli e afirmaram que não há motivos para suspeição ou impedimento do ministro.
“[Os ministros] Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República”, declarou a Corte.
Nota oficial dos dez ministros do STF
Além disso, a nota também ressalta que a saída do processo foi a pedido de Toffoli.
“Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição”.
Nota oficial dos dez ministros do STF
Reunião
Durante reunião, que durou cerca de três horas, os ministros tomaram ciência do relatório da PF que mostra menções a Toffoli no celular de Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão. A menção está em segredo de Justiça.
Os ministros também ouviram a defesa de Toffoli, que pediu para continuar na relatoria do caso. Contudo, diante da pressão pública para deixar o caso, o ministro aceitou deixar o comando do processo, que terá um novo relator.