O dólar aumentou significativamente seu valor no mercado doméstico ao longo da tarde, em linha com o comportamento global da divisa, em meio a um aumento da aversão ao risco no exterior. Com declarações duras do presidente e a escalada da guerra no Oriente Médio, houve nova rodada de alta do petróleo e busca por refúgio na moeda americana na véspera do fim de semana.
Com máxima a R$ 5,3253, o dólar à vista encerrou esta sexta-feira em alta de 1,41%, a R$ 5,3163 – maior valor de fechamento desde 21 de janeiro (R$ 5,3208). A divisa termina a semana com avanço de 1,38%, o que levou a valorização em março a 3,55%, após queda de 2,16% em fevereiro.
O real amargou o pior desempenho entre as divisas emergentes mais líquidas. Operadores afirmam que houve uma quebra da dinâmica favorável à moeda brasileira, que sofria menos do que seus pares até meados da semana, em razão de o Brasil ser exportador líquido de petróleo. Parte desse movimento pode ser atribuída ao fluxo de saída mais forte ou à realização de lucros, já que a moeda brasileira acumulou ganhos expressivos nos dois primeiros meses do ano.
O chefe da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, observa que o real andou praticamente em linha com o dólar australiano. Trata-se das duas moedas com melhor desempenho no ano entre as principais divisas emergente e de países exportadores de commodities.






