O dólar comercial registrou queda e terminou o dia cotado a R$ 5,011, o menor valor desde 9 de abril de 2024. A desvalorização foi de R$ 0,052, correspondente a 1,02%, e a moeda chegou a ser negociada próxima de R$ 5,00. Na semana, a divisa acumulou uma queda de 2,9% e, desde o início do ano, a desvalorização totaliza 8,72%.
Fatores como o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, o desempenho positivo das exportações de commodities e um alívio nas tensões geopolíticas contribuíram para essa redução no valor do dólar. O aumento do IPCA de março, que ficou em 0,88%, também influenciou as expectativas sobre a taxa de juros no Brasil, tornando o real mais atrativo para investidores estrangeiros.
No que diz respeito ao mercado de ações, o Ibovespa subiu 1,12%, fechando aos 197.324 pontos, um novo recorde histórico. O índice chegou a superar os 197,5 mil pontos durante o dia, marcando o nono pregão consecutivo de alta e o 16º fechamento recorde, a melhor sequência desde janeiro. Ao longo da semana, o índice acumulou uma alta de 4,93%.
A entrada de capital estrangeiro tem sido o motor desse movimento, com Dados do Banco Central indicando um fluxo líquido de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira nos últimos 12 meses até fevereiro. Esse fluxo também favorece a valorização do real em relação ao dólar, criando um ciclo positivo para os ativos brasileiros.
No cenário internacional, o petróleo apresentou leve queda, com o barril do tipo Brent a US$ 95,20 e o WTI a US$ 96,57. Os investidores estão atentos às negociações diplomáticas no Oriente Médio, que podem impactar os preços de petróleo, ainda que, no geral, os valores tenham SE mantido relativamente estáveis.





