Dor e Desespero – Jovem Mãe não Consegue Cirurgia pelo SUS Após Descoberta de Pedras…

A vida de Annalice de Souza, 20 anos, mudou drasticamente pouco tempo após o nascimento de seu filho. Submetida a uma cesariana de emergência, a jovem mãe descobriu que tinha pedras na vesícula no momento da cirurgia. No entanto, o problema foi negligenciado durante a gestação, quando ela reclamava de dores intensas desde o quinto mês de gravidez.

Annalice relatou que realizou todo o pré-natal na Santa Casa de Campo Grande e buscava atendimento com frequência devido às dores constantes que sentia. Em todas as ocasiões, afirma que recebia apenas medicação na veia e era liberada. No dia 14 de janeiro, já no fim da gestação, Annalice voltou a procurar o hospital com febre alta e foi internada imediatamente.

Um cirurgião avaliou o caso e indicou a cesárea, considerando a gravidade do quadro e o tempo gestacional. No entanto, a médica de plantão à noite optou por adiar o procedimento. O procedimento só foi autorizado no dia seguinte, mas antes da cirurgia, a jovem realizou um ultrassom, que constatou a presença das pedras na vesícula.

Logo após o exame, ela foi levada diretamente ao centro cirúrgico para o parto. O bebê nasceu bem e sem complicações. Porém, poucos dias após o parto, Annalice voltou a sentir fortes dores, sendo necessário o uso de morfina, medicamento contraindicado para lactantes. Mesmo com esses sintomas, ela foi liberada da Santa Casa, que alegou que os profissionais estavam em greve.

Annalice então precisou buscar atendimento na UPA, mas também não recebeu atendimento adequado. “Não consigo me alimentar, vivo chorando, porque não temos condição de pagar uma cirurgia. Eles poderia ter investigado na minha gravidez, mas não ligaram para isso, eu sempre ia lá reclamando de dor, mas só foi fazer um ultrassom momentos antes da cesárea”, lamentou.

A jovem também não conseguiu atendimento na consulta especializada, pois os médicos negaram agendar a consulta, alegando que o ambulatório estava em greve. Uma ultrassonografia realizada posteriormente, de forma particular, confirmou o diagnóstico de colelitíase, com presença de “areia” na vesícula, condição que, segundo os médicos, só pode ser resolvida com cirurgia para retirada do órgão. Sem plano de saúde e sem condições financeiras, a jovem afirma estar desesperada, já que os orçamentos na rede privada variam entre R$ 12 mil e R$ 15 mil.

Para tentar conseguir a cirurgia, Annalice chegou a abrir uma vaquinha, mas até o momento não recebeu doações. Interessados podem ajudar via Pix usando a chave: 5925423@vakinha.com.br. A reportagem entrou em contato com a Santa Casa de Campo Grande e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

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