Dourados realiza mutirão de limpeza para combater Chikungunya nas aldeias indígenas

A Prefeitura de Dourados deu início, na última segunda-feira (20), ao mutirão de limpeza na Reserva Indígena, visando combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da Dengue, Zica e Chikungunya. As atividades começaram logo nas primeiras horas da manhã na Aldeia Bororó e são parte de uma força-tarefa que envolve a Defesa Civil, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), a Secretaria Municipal de Saúde (Sems), o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), além do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai).

Com mais de 5 mil casos prováveis de Chikungunya e mais de 2.000 casos confirmados, além de oito óbitos relacionados à doença, a situação em Dourados foi reconhecida como emergência pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). O ministério autorizou um aporte de R$ 974,1 mil, disponibilizado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), para ações emergenciais de combate à epidemia.

Em resposta a esse panorama crítico, a Prefeitura executou uma dispensa de licitação emergencial e iniciou as frentes de trabalho com apoio logístico das empresas Litucera e Financial, que auxiliam na remoção de resíduos sólidos das aldeias Bororó e Jaguapiru. Durante o período de quinze dias, as equipes utilizarão caminhões, pás carregadeiras e outros equipamentos pesados para garantir a retirada e a destinação adequada dos entulhos. O foco das operações é a Reserva Indígena, que concentra a maior parte dos casos da doença, embora ações também estejam sendo realizadas em bairros da área urbana, como o Jardim Colibri.

O secretário-adjunto de Serviços Urbanos, Ângelo Augusto Gomes dos Santos, destacou a importância do mutirão para conscientizar a população sobre a necessidade de eliminar objetos que possam servir de criadouros para o mosquito Aedes aegypti. As equipes têm orientado a população sobre cuidados com caixas d'água, incluindo a troca de água, a inserção de larvicida, a colocação de telas de proteção e a substituição de caixas danificadas.

As atividades de contenção seguem intensas na Reserva Indígena e se expandem para a Comunidade Santa Felicidade ao longo da semana. De acordo com dados da Semsur, entre 9 de março e 17 de março, mais de 1.100 toneladas de resíduos foram recolhidas na cidade, e a expectativa é que um volume similar seja removido nos próximos dias. Todas as ações estão sendo coordenadas em reuniões diárias do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), que foi criado pelo prefeito Marçal Filho para organizar o enfrentamento à Chikungunya.

A Prefeitura reforça que o combate à Chikungunya é uma responsabilidade compartilhada e solicita a colaboração da população no que diz respeito à vigilância nas residências, evitando o acúmulo de água parada e lixo nos quintais, contribuindo assim para a Saúde Pública.

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