A Justiça de Dourados decidiu pela conversão das prisões em flagrante de Altair da Silva Gonçalves, de 34 anos, e Anilton Gonçalves, de 28, em prisão preventiva. Ambos são acusados de participar do assassinato do indígena Geneci de Souza Benites, de 30 anos, ocorrido na última quarta-feira (20). A decisão foi proferida durante uma audiência de custódia realizada na quinta-feira (21).
O crime aconteceu na rua João Ponce de Arruda, localizada na região do Jardim Universitário. De acordo com as investigações, a discussão que levou ao homicídio foi motivada por ciúmes envolvendo uma adolescente de 14 anos, que namorava um dos acusados. Geneci foi atacado com uma facada no peito e outra nas costas, além de ser agredido com uma barra de ferro na cabeça, falecendo ainda no local.
Altair confessou sua participação no crime durante o depoimento prestado à Polícia Civil, enquanto Anilton alegou que apenas acompanhava Altair no momento da ocorrência. Apesar das diferentes versões apresentadas, ambos foram autuados pelo homicídio. A Polícia Civil continua a investigação sobre o caso, buscando esclarecer todos os detalhes que cercam o crime.
O assassinato de Geneci destaca a gravidade das situações de violência que podem ocorrer em contextos de ciúmes e conflitos interpessoais. A manutenção da prisão dos acusados reflete a preocupação das autoridades em coibir a impunidade e garantir a segurança da comunidade local.
As circunstâncias que cercam o crime e a ligação entre os envolvidos ainda estão sendo detalhadas pelas investigações, que visam entender melhor os eventos que culminaram na morte do indígena. A continuidade do processo judicial será acompanhada de perto pela sociedade, que se mostra atenta às ações da Justiça em casos de violência.






