Emílio Schnoor nasceu em Châteauroux, na França, em 29 de março de 1855. Chegou ao Brasil aos dez anos, tornando-se bacharel em Ciências Físicas e Matemáticas e Engenharia. Reconhecido como um dos grandes vanguardeiros da engenharia ferroviária brasileira, Schnoor foi responsável pelo traçado definitivo da estrada de ferro Noroeste entre Itapura e Corumbá, alterando o itinerário original que previa Cuiabá como ponto terminal.
Órfão de mãe na infância, migrou para o Brasil com o pai e uma irmã. Estudou na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e bacharelou-se pela Escola Central, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ingressou no quadro técnico da Estrada de Ferro D. Pedro II aos 19 anos. Entre 1876 e 1884, participou da construção da estrada de ferro de Porto Alegre a Uruguaiana e da ferrovia entre Porto Alegre e Bagé.
Em 1884, transferiu-se para a Argentina, onde construiu mais de 1.200 quilômetros de via férrea. Retornou ao Brasil em 1894 a convite do governo para atuar como inspetor-geral na Estrada de Ferro no Norte do Brasil, em Alagoas. Entre 1895 e 1901, trabalhou na São Paulo Railway e, em 1903, elaborou o projeto da estrada de ferro para Mato Grosso, defendendo o percurso Bauru-Corumbá.
Embora seu projeto tenha sido preterido em favor de um traçado concorrente, Schnoor foi convidado a implementá-lo pelo governo Afonso Pena. Sua obra foi concluída em 1914, ligando as frentes de implantação dos trilhos em Campo Grande. Em 8 de novembro de 1924, Emílio Schnoor faleceu e foi sepultado no Rio de Janeiro. Em Campo Grande, uma rua homenageia seu nome.






