Encerramento da CPMI do INSS ocorre sem aprovação de relatório final

Após sete meses de investigações, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS) foi encerrada sem um relatório final. O parecer do deputado Alfredo Gaspar foi rejeitado por 19 votos a 12, levando o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, a decretar o fim dos trabalhos sem considerar um relatório alternativo da base governista.

A reunião que culminou no encerramento começou pouco antes das 10h de sexta-feira e se estendeu até a madrugada de sábado. O relatório rejeitado pedia o indiciamento de 216 pessoas, incluindo figuras como Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O relator alegou que Lulinha teria recebido repasses do Careca do INSS por meio de uma amiga também indiciada.

O relatório alternativo, que pedia o indiciamento de 201 pessoas, mencionava ex-ministros e políticos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de ser o líder de uma suposta organização criminosa. O indiciamento do senador Flávio Bolsonaro também foi solicitado por organização criminosa.

A CPMI foi instaurada em agosto de 2025 para investigar descontos indevidos em benefícios do INSS. Durante suas atividades, a comissão apurou ainda possíveis vínculos do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados. Nos últimos dias, a CPMI enfrentou críticas por supostos vazamentos de conversas privadas de um dos investigados.

Compartilhe :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest