Em um dos seus mais recentes avistamentos no Pantanal mato-grossense, a onça-pintada Nina passou a tarde esturrando e chamando a atenção de quem acompanhava a cena. O som forte pode impressionar, mas faz parte do comportamento natural da espécie.
O esturro é o nome dado ao rugido das onças-pintadas, uma habilidade rara entre os felinos. Além delas, apenas leões, tigres e leopardos conseguem emitir esse tipo de vocalização. Longe de ser um sinal de agressividade, o som é usado principalmente para troca de informações entre os animais.

Nas fêmeas, o esturro costuma ser mais frequente e pode ter diferentes significados: chamar a atenção de um macho, manter contato com filhotes ou ainda demonstrar presença em determinado território. É uma forma de avisar que aquela área já tem dona. Veja no vídeo abaixo:
Nas imagens feitas pelo Fábio Teixeira do Instituto Impacto, é possível observar a onça-pintada Nina deitada em meio à vegetação, emitindo o esturro de forma repetida e tranquila. Mesmo em posição de descanso, a vocalização ecoa pela mata e chama atenção por ser uma das principais formas de comunicação da espécie.
No mesmo dia, ela também foi observada cheirando árvores e arbustos, outro comportamento típico das onças. Troncos e vegetação funcionam como “pontos de recado” na natureza, onde outros animais deixam odores ao marcar território. Ao farejar esses locais, a onça identifica se há rivais ou possíveis parceiros circulando pela região.
Diante disso, a vocalização da Nina pode estar ligada tanto à tentativa de atrair um macho quanto ao objetivo de afastar uma possível competidora. O registro foi feito na área da Pousada Piuval, em plena região do Pantanal de Mato Grosso, onde a onça costuma circular com frequência.



