Ex-diretor da Funtrab é condenado por desviar dinheiro público para bancar carro do filho

O pastor e ex-diretor-presidente da Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul), Wilton Acosta, foi condenado por desviar recursos públicos da Credquali para financiar a compra de veículos e um evento evangélico, quando estava à frente da instituição. Presidente Conselho de Pastores MS, Wilton Acosta é um dos organizadores da Marcha para Jesus, em Campo Grande.

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Wilton Acosta. (Foto: Wilton Acosta)

De acordo com a decisão do juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Wilton Acosta deverá ressarcir valores que ultrapassam R$ 6,8 mil aos cofres públicos, além de arcar com multas civis superiores a R$ 7,4 mil, corrigidas monetariamente.

A sentença também condenou Wilton Acosta, juntamente com seu filho, Lucas Rael Alves Acosta, e o ex-diretor-geral da Credquali, Rosinildo Aparecido de Oliveira, ao pagamento solidário de indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 30 mil, a ser revertido ao FUNLES (Fundo de Defesa e Reparação de Interesses Difusos Lesados de Mato Grosso do Sul).

Além de Wilton, a decisão também reconheceu atos de improbidade praticados por Rosinildo Aparecido de Oliveira e Lucas Rael Alves Acosta, com condenações específicas para cada um.

Lucas terá de devolver R$ 2,3 mil e pagar multa civil de R$ 5.789. Já Rosinildo foi condenado a ressarcir R$ 1.157, pagar multa civil de R$ 2.894 e ficou proibido de firmar contratos com o poder público por quatro anos.

Procurado pela reportagem, o advogado de Wilton Acosta informou apenas que “irá recorrer da decisão”. O Primeira Página não conseguiu contato com Lucas Acosta e Rosinildo. O espaço segue aberto.

Investigação

Entre os desvios mencionados na ação, estão R$ 21 mil gastos na troca de dois carros: um para Wilton Acosta e outro para o filho, Lucas Rafael Acosta, também condenado na ação. À época, o carro em nome da Credquali foi encontrado no estacionamento do condomínio de Wilton Acosta, e a chave reserva, dentro de sua residência. O veículo ainda trazia adesivos da campanha de Acosta para deputado estadual.

A Credquali, instituição privada que à época era ligada à Funtrab, havia sido criada anos antes, com outros nomes, para disponibilizar microcréditos a cidadãos de Mato Grosso do Sul.

Foi apurado, contudo, que parte dos recursos públicos repassados à instituição — que deveriam ser empregados na concessão de linhas de financiamento a micro e pequenos empreendedores, a juros reduzidos — teria sido utilizada para a aquisição de bens particulares de integrantes de seu Conselho de Administração, agora condenados.

Primeira Pagina

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