Facção Goiana Expande Tentáculos em MS e Movimenta Milhões com Tráfico

Uma operação policial desarticulou um braço de uma facção criminosa de Goiás que atuava em Mato Grosso do Sul, com tentáculos fincados em três municípios do estado. A ação, denominada Operação Fluxo Oculto, cumpriu dezenas de mandados de prisão e busca e apreensão, expondo a intrincada rede criminosa e a movimentação de cifras milionárias.

As investigações apontam que o grupo movimentou cerca de R$ 30 milhões provenientes de atividades ilícitas, valor que foi bloqueado pelas autoridades. A operação, liderada pela Polícia Civil de Goiás, teve como alvos as cidades de Cassilândia, Chapadão do Sul e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, além de cidades em Goiás, como Mineiros, Portelândia, Jataí, Goiânia e Aparecida de Goiânia.

A investigação revelou a ligação entre fornecedores de drogas em Mineiros, Goiás, e membros da facção Amigos do Estado (ADE), organização criminosa com conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ADE é apontada como responsável por uma parcela significativa dos homicídios registrados em Goiás no ano de 2021.

Em Campo Grande, a operação focou em três mandados de busca e apreensão, sendo dois no bairro Moreninhas e um no Itamaracá. A Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) prestou apoio à ação na capital sul-mato-grossense.

A facção goiana Amigos do Estado integra a lista de grupos criminosos que disputam o controle do território em Mato Grosso do Sul. Além da ADE e sua aliada PCC, o Comando Vermelho (CV) e outras organizações criminosas também marcam presença no estado.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão, resultando em cinco prisões, enquanto outros cinco suspeitos permanecem foragidos. Ao todo, 139 medidas judiciais foram expedidas, abrangendo também os estados do Rio de Janeiro e Paraná.

Um dos principais alvos da operação é Francielly Paiva, investigada por envolvimento em um esquema criminoso ligado ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Apelidada de “Princesinha do Tráfico”, ela foi extraditada de Portugal para Goiás e é acusada de usar o nome de suas filhas para ocultar os crimes.

Compartilhe :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest