O Lago do Amor, em Campo Grande, é um dos principais espaços de lazer da população, especialmente aos fins de semana. No entanto, a falta de segurança em parte da estrutura do local tem gerado preocupação entre moradores, visitantes e turistas que utilizam a área para caminhadas, passeios em família e contato com a natureza.

A personal trainer Elizandra Canhete mora na região e costuma passear pelo lago com a filha de 7 anos sempre que possível.
“Trago ela para poder brincar, às vezes a gente faz uma caminhada, toma água de coco”, conta.
A filha, Heloísa, também se encanta com o ambiente natural. “Eu gosto porque tem jacarés, capivaras e pássaros. É bonito, muito bonito”, diz a criança.
Apesar do cenário atrativo, desde 2025 frequentar o Lago do Amor tem exigido atenção redobrada. Muitos visitantes têm preferido permanecer do lado da Avenida Senador Filinto Müller, onde há maior sensação de segurança. Do outro lado da via, a ausência do guarda-corpo preocupa, principalmente famílias com crianças.
“Nem vamos para aquele lado, porque não tem como. A gente fica mais para cá. Temos criança, e passear com segurança faz toda a diferença”, afirma a empresária Magali Braga.
Segundo a Prefeitura de Campo Grande, a estrutura foi danificada após o transbordamento do lago no ano passado. Em março, chuvas intensas provocaram erosão na área.
Quase um ano depois, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos informa que estuda alternativas para a substituição do guarda-corpo, situação que já preocupa até turistas.
A atendente Thais Sanches Silva, que mora em Bauru (SP) e está visitando a Capital com as filhas, relata que evitou se aproximar do trecho sem proteção.
“A gente veio conhecer e foi o primeiro passeio do dia. Ouvi o barulho da água e quis atravessar, mas minha filha ficou com medo. O barulho é forte e não tem nada ali. É perigoso”, relata.
O colombiano Fabian Valença também visitava o Lago do Amor com a família. Ele chegou a se aproximar da área sem corrimão, mas com cautela.
Durante a visita, a reportagem flagrou crianças se arriscando perto do trecho desprotegido. Alguns adolescentes, entre 12 e 13 anos, chegaram a descer da bicicleta para se aproximar da água.
“É perigoso, principalmente quando vêm famílias com crianças. Se os pais não perceberem, alguém pode acabar caindo lá embaixo”, alerta o motorista José Carlos Silva.






