A família do fiscal tributário assassinado por Alcides Bernal manifestou-se contrária ao pedido de sigilo no processo sobre o crime. Os representantes argumentam que não há justificativa para restringir o acesso às informações, uma vez que o investigado procurou veículos de imprensa após o crime e apresentou sua versão dos fatos antes de se entregar.
O posicionamento da família destaca que o ex-prefeito assumiu o risco ao expor publicamente sua narrativa de legítima defesa, que não foi confirmada pela investigação. Também é ressaltado que Bernal poderia ter optado por permanecer em silêncio, mas escolheu falar à polícia e à imprensa, tornando incoerente a tentativa de limitar a divulgação do caso.
Para os familiares, não cabe ao Judiciário “apagar” declarações feitas voluntariamente, especialmente em um caso que já ganhou repercussão pública. A situação levanta questionamentos sobre a transparência no processo e o direito da população a informações sobre um crime que envolveu um ex-prefeito.
O desenrolar desse caso continua a atrair atenção e gera discussões sobre os limites do sigilo em investigações que envolvem figuras públicas e suas declarações à imprensa.






