A cena de fatias de bolo gigantescas escorrendo de recheio ao serem cortadas se espalhou pelas redes sociais e chegou às feiras de Campo Grande. Barracas como a da Rafa Doces registram filas e senhas sendo distribuídas antes mesmo do início dos eventos, com as vitrines esvaziadas ainda entre 20h e pouco mais cedo.
A ideia surgiu após uma tentativa de vender espetinhos em uma festa junina em condomínio. Quando a oportunidade de participar de uma feira cultural no Coopharadio surgiu, a sugeriu que o bolo fosse o produto levado, em vez dos espetinhos. Depois de edições iniciais com sobras e doações, a Rafa Doces confirmou o sucesso ao esgotar todas as fatias na terceira participação na Feira Baobá, no Caiçara.
Hoje, a confeiteira leva cerca de 150 quilos de bolo por edição em feiras como Cophavila, Coopharadio, Baobá, Mixturo, Parati e Oba. Os sabores mais vendidos são os de pudim, Nutella e Ninho com brigadeiro e morango, mas opções afetivas, como ameixa com doce de leite, também atraem clientes. Apesar do sucesso, a Rafa Doces pede desculpas por não conseguir atender todo o público.
Para muitos, o fenômeno é recente, mas há mais de duas décadas confeiteiros vendem bolos em feiras em Campo Grande. Um deles é Ineu Oliveira, que começou com pouco dinheiro e evoluiu para produzir bolos temáticos e artísticos. Ao longo dos anos, ele participou de cursos em São Paulo, eventos na Argentina e na França, além de visitar uma fábrica de chocolates na Suíça para aprimorar técnicas.






