O fenômeno climático El Niño deverá se manifestar com força no segundo semestre de 2026, com impactos significativos em Mato Grosso do Sul e outros estados do Centro-Oeste. A previsão indica 62% de probabilidade de formação entre junho e agosto de 2026, com chances superiores a 80% a partir de agosto, podendo se manter até o final do ano.
A transição da atual La Niña para uma condição neutra deve acontecer entre março e maio, com probabilidade acima de 90%. O El Niño pode acarretar a redução das chuvas na parte norte do Centro-Oeste e em algumas áreas do Sudeste, enquanto a Região Sul tende a experimentar um aumento considerável nos volumes de chuva.
Os efeitos do El Niño podem ser significativos para o setor agrícola. A expectativa é de menor precipitação e maior frequência de períodos secos, especialmente na primavera e no início do verão. Essas condições podem prejudicar o plantio e o desenvolvimento de culturas como soja e milho, além de aumentar os riscos de perdas em sistemas de sequeiro.
Além disso, a diminuição da disponibilidade hídrica pode impactar reservatórios, pastagens e a produção pecuária, essenciais para a economia do estado. O Instituto Nacional de Meteorologia destaca a importância do monitoramento das atualizações climáticas, uma vez que a intensidade do fenômeno também dependerá das condições dos oceanos Atlântico Tropical e Atlântico Sul.






