O Museu da Imagem e do Som (MIS) reabre as portas para a exposição “Nos Trilhos da Memória”, uma imersão fotográfica na história da estrada de ferro Noroeste do Brasil, pelas lentes de Rachid Waqued. A mostra, que estreou originalmente em 2014, celebrava o centenário da ferrovia que, com seus 1.622 quilômetros, conectava Bauru (SP) a Corumbá (MS), estendendo-se até Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.
A exposição, reinaugurada na última sexta-feira e aberta ao público até 12 de novembro, oferece uma viagem no tempo, relembrando um meio de transporte que moldou o modo de vida de muitas pessoas. Rachid Waqued compartilha sua ligação pessoal com a ferrovia, recordando suas viagens noturnas de trem até Corumbá e Ponta Porã. Ele detalha como um projeto de documentação da região, financiado pela Funarte e apoiado pela Rede Ferroviária, permitiu-lhe viajar e fotografar as estações e as pessoas que utilizavam o trem.
Para Waqued, o resgate desta exposição é crucial, já que a operação com passageiros foi encerrada em 1996, e a última passagem do trem dentro de Campo Grande ocorreu em 2014. A mostra oferece uma oportunidade única para o público revisitar um material que permaneceu guardado no acervo do MIS desde sua primeira exibição.
Visitantes como a nutricionista Tatiana Altino de Almeida da Silva destacam a memória afetiva que a exposição evoca, lembrando de suas viagens de trem para Corumbá quando criança. O jornalista Daniel Lacraia, também presente na exposição, ressalta a importância da ferrovia na memória do campo-grandense, mencionando suas lembranças de infância correndo atrás do trem.
O coordenador do MIS, Márcio Veiga, enfatiza a relevância da estrada de ferro para o Mato Grosso do Sul, tanto cultural quanto economicamente, e destaca o perfil do público do museu, que inclui muitas escolas e jovens. A exposição ocupa um novo espaço no museu, em uma pré-estreia de uma nova galeria, permitindo avaliar a dinâmica e a aceitação do público.
A exposição “Nos Trilhos da Memória” está aberta para visitação de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 17h30min, e aos sábados, das 8h às 13h, no Memorial da Cultura e da Cidadania, 3º andar, Av. Fernando Corrêa da Costa, nº 559, Centro. A entrada é franca.





