Fuzileiro naval é preso após disparo acidental durante tentativa de roubo em Corumbá

Davi Batista Santos, de 21 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil após um incidente em que um colega da Marinha do Brasil, de 24 anos, foi baleado na nuca em Corumbá, município situado a 428 quilômetros de Campo Grande. O fuzileiro afirmou que seu objetivo inicial era apenas "dar um susto" na vítima, que lhe devia R$ 2 mil desde março. Para realizar a abordagem, Davi contou com a ajuda de dois comparsas: Cláudio Victor Gutierrez, de 23 anos, e Clayton Orlando Mendoza Yanez, de 18 anos.

De acordo com o relato de Davi, ele conheceu Cláudio e Clayton recentemente e decidiu cobrar a dívida de maneira intimidatória. O trio combinou de se encontrar com a vítima, que havia solicitado um novo empréstimo. Quando o militar chegou ao local, Davi se acomodou no banco traseiro do carro, enquanto Cláudio dirigia e Clayton mantinha a arma em mãos no banco do passageiro.

Durante a abordagem, o grupo tinha a intenção de levar a vítima a um local isolado, mas a situação saiu do controle. Davi relatou que, ao tentarem empurrar o colega para fora do veículo, o revólver disparou acidentalmente, atingindo a nuca do rapaz. Após o disparo, Davi disse que os três fugiram, com Cláudio e Clayton levando o carro roubado, que seria transportado para a Bolívia, enquanto ele ficou com a arma.

O fuzileiro afirmou que o combinado era que ele receberia R$ 2 mil e que o restante da venda do veículo seria dividido entre os comparsas. O boletim de ocorrência indica que a vítima estava em seu alojamento antes de Davi solicitar uma carona. Quando a vítima aceitou, Davi retirou a chave da ignição e sacou um revólver, obrigando o colega a se deslocar para o banco traseiro do carro.

O grupo então saiu do local em um Chevrolet Onix prata, porém foram localizados posteriormente. Davi foi detido em uma lanchonete na Rua 14 de Março, em Ladário, onde estava consumindo bebida alcoólica e negou qualquer envolvimento no crime. Com ele, a polícia encontrou a chave de seu veículo, que foi revistado e teve um revólver calibre .22, uma munição deflagrada e quatro munições percutidas localizadas no porta-luvas.

Durante a abordagem ao carro de Davi, também foram descobertos cerca de 10,4 gramas de skunk e diversos objetos pessoais, incluindo joias e um relógio da marca Seculus Automatic. Cláudio Victor Gutierrez de Lima, um dos comparsas, revelou que uma fita-crepe encontrada no veículo serviria para amarrar a vítima. O carro da vítima foi recuperado no Posto Fiscal Esdras, onde os dois comparsas afirmaram que receberiam R$ 1 mil cada pela participação no crime. A divisão de tarefas previa que Clayton atuaria como guia na Bolívia, enquanto Cláudio ficaria responsável por atravessar o veículo para o país vizinho.

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