O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou nesta segunda-feira (18) a abertura de licitação para a implementação de um projeto que visa solucionar a falta de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, localizadas em Dourados. Com um investimento total de R$ 50 milhões, a iniciativa busca garantir o fornecimento de água tratada para cerca de 30 mil indígenas, promovendo um significativo avanço na infraestrutura hídrica da região.
Os editais de licitação, que foram publicados no Diário Oficial do Estado, preveem a perfuração de poços artesianos nas duas comunidades. A abertura das propostas está agendada para o dia 3 de junho. Cada aldeia receberá um aporte de R$ 4,49 milhões, com recursos provenientes do Ministério dos Povos Indígenas, através da Caixa Econômica Federal. A execução do projeto está prevista para ser finalizada até 2033, contemplando um planejamento de crescimento para a região.
O vice-governador José Carlos Barbosa, conhecido como Barbosinha, expressou sua satisfação com o início efetivo do projeto, destacando a importância de assegurar o acesso à água de qualidade para as comunidades indígenas. Ele enfatizou que essa ação não apenas reduz desigualdades, mas também promove cidadania e desenvolvimento social, essencial para regiões que historicamente carecem de políticas públicas estruturantes.
Barbosinha ressaltou ainda que a melhoria nas condições de saneamento é uma das maneiras mais eficazes de promover saúde e dignidade nas comunidades. O governo estadual está comprometido em estreitar diálogos com a administração federal, não apenas no que diz respeito ao saneamento, mas também em áreas como habitação e infraestrutura.
O contrato para a implementação dos sistemas de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó foi assinado em janeiro de 2026, refletindo o comprometimento do Governo do Estado com o desenvolvimento das comunidades tradicionais. O investimento em infraestrutura hídrica é uma parte fundamental do esforço contínuo para garantir que a água potável chegue a todas as residências indígenas, assegurando dignidade e respeito às especificidades culturais das comunidades atendidas.






