Uma denúncia de falhas no atendimento pós-parto e superlotação no Hospital Regional de Campo Grande ganhou destaque, após uma paciente desenvolver infecção grave na cesárea e precisar passar por nova cirurgia. A situação se tornou ainda mais complicada, uma vez que a paciente foi liberada sem a realização de exames, como ultrassom, somente após insistência da família. O exame realizado apontou um hematoma de grandes proporções, o que exigiu nova intervenção cirúrgica para drenagem.
A paciente permaneceu por cerca de sete horas sentada em uma cadeira de rodas, com a cesárea vazando líquido, no corredor da unidade, em meio a outros pacientes. Ela estava com o recém-nascido no colo, já que não havia local adequado para acomodar o bebê. A recém-nascida ficou dois dias sem banho, por falta de estrutura no hospital. Após sucessivas reclamações, a paciente teria sido levada ao Centro Obstétrico, onde foi colocada em uma maca improvisada.
Outro ponto levantado na denúncia envolve a administração de medicamentos. O médico prescreveu antibiótico a cada seis horas, mas a paciente deixou de receber o medicamento em pelo menos duas ocasiões, por falta de profissionais disponíveis. Em outro momento, a família afirma que a ficha de medicação foi perdida, fazendo com que a paciente ficasse horas sem receber o tratamento prescrito.
A denunciante relata ainda escassez de médicos e enfermeiros para atender à alta demanda da unidade. A paciente segue internada, após ter sido submetida a nova cesariana. A falta de atendimento adequado e a superlotação do hospital geraram preocupação entre a família e a comunidade. A situação é um reflexo da necessidade de melhorias na infraestrutura e na qualidade do atendimento nos hospitais públicos.



