O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) está encontrando dificuldades para avançar na construção de novos campi, projeto financiado pelo Novo PAC, devido à escassez de mão de obra qualificada na área da construção civil. As obras de duas unidades, uma em Amambai, destinada a povos originários, com investimento de R$ 28 milhões, e outra em Paranaíba, com previsão de R$ 15 milhões, ainda não tiveram início, embora os recursos estejam garantidos no Orçamento da União.
Recentemente, o Ministério da Educação anunciou uma nova unidade do IFMS para o bairro Anhanduizinho, em Campo Grande, com investimentos que variam entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões. Com essas adições, o plano de expansão do IFMS, que conta com recursos do Novo PAC, totaliza R$ 73 milhões, ampliando a rede de 10 para 13 unidades no Estado. O secretário especial do PAC, Roberto Garibe, afirmou que o andamento dos projetos estruturantes no Estado está mantido, mesmo diante das restrições orçamentárias que afetam as contas públicas federais.
No balanço sobre o Novo PAC em Mato Grosso do Sul, o eixo Educação abrange 202 iniciativas, incluindo os novos campi do IFMS e obras na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Um dos destaques é a construção da Clínica de Hemodiálise do Hospital Universitário da UFGD. A falta de mão de obra qualificada, acentuada pela concorrência com grandes projetos industriais, especialmente nas regiões produtoras de celulose, tem dificultado a execução do plano de expansão do IFMS, que busca evitar atrasos nas entregas das obras.
A reitora do IFMS, Elaine Cassiano, explicou que a complexidade dos processos licitatórios e as exigências de governança e conformidade são fatores que exigem cautela no andamento dos projetos. Além disso, o Novo PAC inclui diversas iniciativas na área da saúde, como a renovação de 23 ambulâncias do Samu, a entrega de seis unidades odontológicas móveis e a conclusão de obras em 47 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em vários municípios.
Na área de saúde, estão em andamento a construção de duas maternidades, com investimento de R$ 153 milhões cada, e a implementação de cinco Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e duas policlínicas, orçadas em R$ 30 milhões cada. O Novo PAC também contempla cinco empreendimentos energéticos concluídos em parcerias com empresas privadas, como a usina termelétrica Suzano RRP1, localizada em Ribas do Rio Pardo, e outras usinas em Sidrolândia e Cedro.
Além disso, o programa prevê a entrega de sistemas de esgotamento sanitário em 20 municípios, incluindo Amambai, Naviraí, Costa Rica, Chapadão do Sul, Maracaju e Sidrolândia. A previsão para a retomada da fábrica de fertilizantes UFN-III, em Três Lagoas, também faz parte dos projetos estratégicos, com investimentos de R$ 1,38 bilhão, oriundos da Petrobras.






