Impacto da exportação de DDG para a China no mercado de Mato Grosso do Sul

O Brasil realizou seu primeiro embarque de DDG, produto resultante do processamento do milho para produção de etanol. A abertura do mercado chinês para esse insumo pode modificar a dinâmica de preços internos, especialmente em estados como Mato Grosso do Sul, onde há forte processamento industrial.

O DDG, rico em proteínas e fibras, é amplamente utilizado na formulação de rações para bovinos, suínos e aves. A produção no último ano em Mato Grosso do Sul foi estimada em cerca de 1,4 milhão de toneladas, a partir de aproximadamente 4,6 milhões de toneladas de milho processadas. Essa quantidade é absorvida majoritariamente pela cadeia de proteínas animais.

Com a habilitação para exportação, a formação de preços pode ser alterada, pois produtos com acesso ao mercado internacional não dependem apenas da demanda interna. A paridade de exportação pode fazer com que parte da produção seja direcionada ao exterior, reduzindo a oferta no mercado interno e sustentando as cotações. Contudo, se a demanda interna estiver aquecida, pode ser mais vantajoso manter o produto localmente devido a custos logísticos menores.

A abertura do mercado externo oferece novas oportunidades para as usinas, que podem ampliar investimentos e sustentar a demanda por milho. Assim, Mato Grosso do Sul enfrentará o desafio de equilibrar a nova oportunidade de exportação com a competitividade da cadeia de proteínas animais, visando um crescimento sustentável do setor.

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