A primavera de 2026 será marcada pela influência do fenômeno El Niño no clima brasileiro, com chuvas superiores à média esperadas no Sul e em regiões de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em contrapartida, as Regiões Norte e Nordeste devem enfrentar um trimestre mais seco, conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e parceiros.
O Boletim nº 3, divulgado em 1º de setembro de 2026, apresenta as previsões climáticas e os possíveis impactos do fenômeno, elaborado em colaboração com instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A análise inclui dados sobre Monitoramento e Alertas relacionados a Desastres Naturais.
De acordo com as previsões do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE) e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), existe uma probabilidade superior a 90% de que o trimestre de setembro a novembro de 2026 registre um evento de El Niño com intensidade muito forte.
Na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, a expectativa é de que os volumes de chuva fiquem acima da média histórica. Esse cenário também é esperado para partes de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Já as Regiões Norte e Nordeste devem lidar com um período de precipitação abaixo do normal, assim como Partes do Brasil Central e do Sudeste, notadamente em Mato Grosso, Tocantins, norte de Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo.
As temperaturas devem se manter elevadas em quase todo o território nacional. Apesar das chuvas mais intensas no Sul, as condições de estiagem podem persistir nas porções norte e central de Tocantins e Rondônia, além de toda a Amazônia Legal e Pantanal. Essa situação prolonga a secura do solo e aumenta a vulnerabilidade da vegetação ao fogo, exigindo atenção redobrada em relação às condições climáticas e ambientais.
Historicamente, eventos intensos de El Niño não necessariamente resultam em impactos severos. Contudo, a maior intensidade desse fenômeno eleva as chances de que tais impactos ocorram. Diante da força do El Niño prevista, o INMET destaca a importância do monitoramento contínuo das condições meteorológicas nas próximas semanas, abrangendo tanto previsões de curto prazo quanto sazonais. O foco é identificar antecipadamente áreas suscetíveis a secas, ondas de calor e eventos de chuvas intensas e inundações, especialmente no Sul do Brasil.





