O industriário James Almond Eagers enfrenta uma multa de R$ 21,22 milhões imposta pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) em decorrência de uma queimada que afetou 2.121,442 hectares de vegetação nativa Na Fazenda Paiaguás, localizada em Aquidauana. A queimada, iniciada em setembro de 2024, propagou-se para cinco propriedades vizinhas, conforme as informações disponibilizadas pela fiscalização.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) anunciou a abertura de um inquérito civil nesta quinta-feira (1º), embora a portaria que formaliza a investigação tenha sido assinada pela promotora de Justiça Angélica de Andrade Arruda no dia 14 de setembro. O foco do inquérito é verificar a regularidade ambiental da queimada e atribuir responsabilidades civis, além de determinar as ações necessárias para reparar os danos causados.
De acordo com um laudo elaborado pelo Imasul, o satélite detectou o início do fogo Na Fazenda Paiaguás às 18h20 do dia 23 de setembro de 2024. O incêndio se alastrou para outras fazendas, incluindo Poty Porã, Itália, Furna da Garrafa, Serrana e Taboco, conforme registrado no laudo de constatação. A área total queimada corresponde a aproximadamente 21,2 quilômetros quadrados, o que equivale a cerca de três mil campos de futebol.
Na Fazenda Paiaguás, a área afetada era classificada no cadastro ambiental como remanescente de vegetação nativa. Documentos indicam que a queimada foi realizada sem a devida autorização do órgão ambiental competente. A identificação dos focos de calor e a análise da área atingida foram realizadas durante a Operação Focus 2024, coordenada pelo Imasul.
O Ministério Público notificou James Almond Eagers para apresentar um Prada (Projeto de Recuperação de Área Degradada e Alterada). A investigação irá avaliar se o planejamento foi elaborado e se a recuperação ambiental da área afetada está em andamento. O Imasul notificou James em 18 de novembro de 2024, mas ele não apresentou defesa no prazo estipulado.
No âmbito do inquérito civil, o MPMS enviou uma nova notificação em 24 de setembro de 2026, concedendo um prazo de dez dias úteis para que o investigado fornecesse esclarecimentos e apresentasse documentos. Até o momento, não há registro de resposta por parte de James Almond Eagers nos materiais analisados.






