Influencer é tratada como “pistoleira digital” pela Polícia Civil

A influencer Daniele Santana Gomes, de 31 anos, que está presa desde a noite de sexta-feira em Campo Grande, é alvo de 41 ocorrências registradas e responde a pelo menos 3 inquéritos policiais. Ela é identificada como “pistoleira digital” pela Polícia Civil por ter usado as redes sociais para praticar diversos crimes contra a honra e perseguir cidadãos e empresas.

De acordo com o inquérito policial aberto pela 3ª Delegacia de Campo Grande, Daniele é acusada de difamação, calúnia e injúria contra diversas vítimas. O relatório da Polícia Civil descreve que ela mantém mais de uma dezena de perfis nas redes sociais, sendo o mais recente e famoso o Coach Irônica.

“A investigada ataca exclusivamente pessoas ou empresas que, no momento do ataque, possuem elevada visibilidade pública, grande número de seguidores ou relevância econômica local, características que garantem maior engajamento e viralização do conteúdo difamatório produzido”, traz o inquérito.

O documento da polícia também afirma que Daniele atua como uma “pistoleira digital”, supostamente contratada ou incentivada mediante vantagem econômica. Ela teria montado uma “equipe jurídica” que fornece fichas criminais via WhatsApp e teria uma estrutura paralela para intimidação e chantagem digital.

Daniele tem um extenso histórico criminal, com 41 ocorrências registradas entre 2017 e 2025, incluindo 24 por difamação, 17 por perseguição e 11 por calúnia. As vítimas são heterogêneas e incluem médicos, advogados, influenciadores, empresários e servidores públicos.

A Polícia Civil suspeita que Daniele opera com uma rede de apoio familiar, incluindo seus pais e namorado. O inquérito sugere a aplicação de medidas cautelares contra a influencer, como busca e apreensão em seus endereços e nos de seus familiares, quebra de sigilo telemático, bancário e fiscal, e suspensão imediata de todos os mecanismos de monetização de suas contas digitais.

A influencer tentou ser libertada na audiência de custódia, mas não conseguiu. Ela foi encaminhada ao presídio feminino na tarde deste domingo. O caso de Daniele Santana Gomes é considerado um exemplo de como as redes sociais podem ser usadas para cometer crimes e intimidar vítimas.

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