Investigação é aberta após mortes de araras na Vila Alba, em Campo Grande

As informações coletadas pela PMA serão encaminhadas à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat), que ficará responsável pela investigação das mortes. Vale destacar que a legislação brasileira considera crime ambiental a morte de animais, conforme estipulado pela Lei de Crimes Ambientais, no artigo 29 da Lei nº 9.605, de 1998.

Nos últimos dias, pelo menos quatro aves foram encontradas mortas nas áreas em torno da Vila Alba e da Vila Planalto. No dia 21, uma arara-canindé foi localizada morta no telhado de uma residência na Vila Alba. A moradora da casa suspeitou que o animal havia sido atingido por um disparo de arma de chumbinho, devido a um ferimento visível, embora essa causa não tenha sido confirmada. Na mesma semana, outra arara-canindé foi encontrada agonizando no canteiro central da Avenida Madri, vindo a falecer logo em seguida. Durante esse período, um coró-coró também foi encontrado morto na localidade, mas a causa de sua morte não foi identificada.

Mais recentemente, na terça-feira (25), a terceira arara-canindé foi descoberta morta na Avenida América, na Vila Planalto. O Instituto Arara Azul analisou a carcaça do animal e chegou à conclusão de que a morte se deu em decorrência de uma descarga elétrica, afastando a hipótese de disparo.

A PMA esclareceu que sua atuação se concentra na fiscalização e no atendimento de ocorrências, enquanto a Polícia Civil é responsável por conduzir a investigação, realizando diligências e buscando identificar possíveis responsáveis pelas mortes das aves.

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