A empresária Vera Lucia Rossate da Cunha foi assassinada na tarde da quarta-feira (16) em um comércio na Rua Sagarana, localizado no Bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Informações colhidas no local indicam que o autor do crime, seu irmão, já vinha fazendo ameaças à vítima há algum tempo, culpando-a pela sua internação compulsória, que visava ajudá-lo a superar vícios em drogas. O suspeito, que era paciente psiquiátrico, havia afirmado que mataria a irmã assim que saísse da clínica.
No dia do crime, o irmão se dirigiu ao estabelecimento onde Vera trabalhava. Testemunhas relataram que houve uma discussão acalorada entre os dois antes que disparos fossem ouvidos. Vera Lucia foi atingida na cabeça e não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer logo após o ataque. Após cometer o crime, o suspeito também disparou contra si, tirando a própria vida.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas ao chegarem ao local, encontraram Vera sem sinais vitais. A tragédia deixou amigos e vizinhos da empresária em estado de choque, evidenciando a gravidade da situação. O caso foi registrado como feminicídio seguido de suicídio e está sob investigação das autoridades competentes.
As equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Polícia Militar e Polícia Civil foram mobilizadas para apurar os detalhes do ocorrido, que chocou a comunidade local. As ameaças prévias feitas pelo irmão e a situação de vulnerabilidade de Vera são fatores que estão sendo analisados pelas autoridades. A violência que resultou nessa tragédia destaca a necessidade de um olhar atento para os sinais de alerta em casos de conflitos familiares e saúde mental.




