Durante a investigação, a polícia identificou uma movimentação financeira impressionante, estimada em R$ 100 milhões nos últimos seis meses. Com o aumento da atividade, os irmãos buscaram maneiras de conferir uma aparência de legalidade às rifas. Para isso, estabeleceram relações com indivíduos e empresas em outros estados, incluindo a Paraíba e o Rio de Janeiro, onde também foram feitas prisões.
Uma empresa localizada no Rio de Janeiro teria atuado como intermediária, ajudando a criar uma estrutura que apresentasse os sorteios como regulares. Apesar de contarem com mecanismos de monitoramento e auditoria, a polícia afirmou que isso não tornava as atividades legais. Além disso, a investigação apontou indícios de que o grupo pode ter utilizado mecanismos para ocultar a origem dos recursos obtidos nas rifas.
Os Irmãos Razuk e seus associados são suspeitos de envolvimento em lavagem de dinheiro e associação criminosa, além da exploração ilegal de jogos de azar. O delegado Pedro Cunha comentou sobre os indícios de que a estrutura utilizada para os sorteios poderia também ter servido para lavar dinheiro relacionado a facções criminosas. Esta parte da investigação continua em andamento, e a polícia está em busca de identificar outros possíveis envolvidos e avaliar o total de recursos movimentados pelo grupo.
Durante a operação, 22 veículos de alto padrão foram apreendidos em Campo Grande, que pertenciam aos Irmãos Razuk. A Justiça também autorizou o sequestro de bens relacionados ao principal investigado. A operação contou com o apoio de equipes da DERC e de outras unidades do Departamento de Polícia Especializada, além das polícias civis do Rio de Janeiro e da Paraíba.





