Israel impôs nesta terça-feira (21) uma pena de 30 dias de prisão militar a um soldado que destruiu uma estátua representando Jesus Cristo. O militar, que filmou a ação, também recebeu a mesma penalidade, em um episódio ocorrido na vila de Debel, no sul do Líbano.
A destruição da imagem, que foi feita a marteladas, ocorreu depois que a estátua foi retirada de seu pedestal, caindo de cabeça para baixo em frente a uma igreja local. O sacerdote Fadi Falfel, que atua na região, informou que a cruz pertencia a um pequeno santuário no jardim de uma família da vila.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou seu repúdio à atitude do soldado em uma postagem na rede social X, na última segunda-feira (20). Ele condenou o ato de forma veemente, expressando a profunda lamentação pelo ocorrido e os danos que isso possa ter causado a fiéis no Líbano e em todo o mundo.
Netanyahu reafirmou a importância dos valores judaicos de tolerância e respeito mútuo, salientando que o incidente não representa as crenças do povo israelense. A repercussão do ato foi significativa, gerando pedidos de ação disciplinar contra o soldado, que agiu sem a intervenção de outros seis homens que estavam presentes e testemunharam a destruição no último domingo (19).
A situação ocorre em um contexto de tensões entre Israel e Palestina, com o país enfrentando um período prolongado de conflitos. A destruição da estátua de Jesus Cristo foi vista como um ato que pode intensificar ainda mais as divisões e ressentimentos entre as comunidades na região.






