O biólogo Gustavo Figuerôa publicou recentemente um registro impressionante do nascimento de uma jararaca, serpente considerada uma das mais perigosas do Brasil. O vídeo mostra os primeiros minutos de vida do filhote, que já nasce com comportamento defensivo e capaz de inocular veneno.
Nas imagens, a serpente recém-nascida aparece inquieta e chega a dar pequenos botes no ar, um comportamento instintivo de defesa.
A cena chama a atenção por evidenciar que, mesmo logo após o nascimento, a jararaca já apresenta reações típicas de indivíduos adultos.
Segundo o biólogo, o animal registrado é uma Bothrops cotiara, uma das cerca de 30 espécies de jararaca existentes no Brasil.
Diferentemente de serpentes ovíparas, essa espécie é vivípara, ou seja, os filhotes se desenvolvem dentro do corpo da fêmea e já nascem completamente formados e com peçonha ativa.
Nas espécies vivíparas, os ovos permanecem incubados no interior do organismo da mãe até o nascimento, quando os filhotes são liberados já aptos à sobrevivência no ambiente natural.
A gestação dura, em média, de quatro a seis meses, e os nascimentos costumam ocorrer durante o verão.

Outro aspecto marcante da Bothrops cotiara é o dimorfismo sexual. As fêmeas são maiores que os machos e podem atingir cerca de 1,5 metro de comprimento, enquanto os machos geralmente chegam a 1 metro.
Essa diferença está relacionada à necessidade de maior espaço corporal para o desenvolvimento dos embriões durante a gestação.
A espécie também se destaca pelo policromatismo, característica que faz com que o padrão de cores varie de indivíduo para indivíduo.
Os tons podem ir do marrom claro ao escuro, passando por verde, acinzentado ou amarelado. Além disso, a jararaca apresenta desenhos em forma de ferradura ao longo do corpo, geralmente em cores mais escuras do que o restante da coloração.



