Ezequiel dos Santos Barbosa, de 24 anos, foi assassinado a facadas na noite de domingo, 27 de setembro, em Rio Negro, uma cidade no Norte de Mato Grosso do Sul. O crime teve início após Ezequiel ser agredido por três homens na Rua São Pedro, nas proximidades da Rua Santos Dumont, onde foi atacado com socos, pontapés, pedaços de madeira, tijolos e pedras.
De acordo com informações do boletim de ocorrência, uma testemunha relatou que Ezequiel estava sentado e conversando com outras pessoas quando o grupo chegou e começou a agredi-lo. Após a agressão, Ezequiel conseguiu se levantar e correu em direção à sua casa, mas foi perseguido por um dos agressores. Nesse momento, Elizete Dias de Almeida, de 30 anos, se aproximou e desferiu cerca de nove golpes de faca contra Ezequiel, atingindo principalmente a região do tórax.
A testemunha ainda relatou que tentou ajudar a vítima, assim como o marido dela. No local da confusão, estavam também a mãe e o irmão de Ezequiel, que possui deficiência, e que foram alvo de tentativas de ataque pelos agressores, mas conseguiram ser contidos. Após ser esfaqueado, Ezequiel caiu no chão. A mãe da vítima acionou a Polícia Militar e o serviço de ambulância, mas o jovem não resistiu aos ferimentos e chegou sem vida ao Hospital Municipal.
A esposa de Ezequiel informou à polícia que os dois passaram a tarde às margens do Rio Negro, onde consumiram bebidas alcoólicas. Por volta das 17h30, após uma discussão motivada por ciúmes, Ezequiel deixou o local. Ela permaneceu no rio e, ao saber que o marido estaria ameaçando a mãe dele, decidiu procurá-lo. Ao se aproximar da casa da sogra, foi hostilizada e, ao encontrar uma ambulância, soube que Ezequiel havia sido levado ao hospital, correndo para a unidade, onde foi informada sobre a morte do marido.
Outra testemunha mencionou que Ezequiel chegou por volta das 19h a uma residência próxima ao local do crime, aparentando estar embriagado. Ele teria comentado que sua esposa saiu para trabalhar e não havia retornado. Alterado, Ezequiel afirmou que jogaria as roupas dela na rua ao perceber que ela estava no rio acompanhada de outros homens. Pouco depois, os três homens que o agrediram chegaram ao local.
Após o homicídio, a Polícia Militar iniciou buscas pelos envolvidos. Elizete foi encontrada no 3º Pelotão da Polícia Militar, onde se apresentou espontaneamente, portando a faca utilizada no crime. Durante o interrogatório na delegacia, optou por permanecer em silêncio.






